26 de outubro de 2011

O que sobra

Vazio camuflado pesa
a gente guarda tudo
acumula até a borda
ocupa vazios com entulho
forma uma espécie de escudo
armadura interna
mas chega uma hora
que é necessário colocar tudo pra fora
pra ver como a gente de fato está por dentro

6 comentários:

Aline Dias disse...

vazio é uma merda, pinguinha.

Stephanie Pereira disse...

lindo.

O Misantropo disse...

Voltei ao mundo dos blogs, amiga. Já não sei se tenho as mesmas inspirações de antes, mas ando me arriscando a escrever um pouco aqui, comentar blogs ali.

Sobre o poema: tive um 'dejavu' de uma outra poesia sua, a do "créme brulee". Entretanto este já me parece que além de reconhecer a armadura ( antes denominade de "carapuça") também reconhece a importância de encarar os nossos "vazios".

Dayanne Lopes disse...

Esse vazio atormenta. Ainda não consigo 'colocar tudo pra fora', mas estou trabalhando nisso.

Ana Claudia disse...

Nada está vazio ainda.
Gostei muito!

Jéssica V. Amâncio disse...

abraçar e reconhecer nosso vazio às vezes se faz necessário