É que hoje eu não fui bossa quando você foi violão.
Eu era blues.
E seus acordes não acompanhavam minha gaita.
Eu estava tentando encaixar uma pessoa poema.
No lugar de uma pessoa prosa.
Acontece que eu sou livre.
E não quero contar as sílabas da sua métrica.
Nem passar o meu tempo contanto os compassos.
Pra fazer os meus passos de tango
Encaixarem nos seus passos de valsa.
Meus pés ainda carregam o peso da minha última dança.
Por isso não adianta mudar o ritmo.
A música aqui dentro continua a mesma.
6 comentários:
Thiara, que postagem linda! Adorei seu jogo de idéias. Genial!
Beijokas no seu coração.
Manoel.
ai!
Cada coisa no seu devido tempo.
Dps de um tempo vc começa a pegar o ritmo, os passos, e no fim vc faz a conta das siabas da métrica da outra pessoa que agora passa a ser sua tbm,ser vc, parecer vc, ou vc que acaba parecendo com ela?!
É natural, é vida, é ser humano.
É cada pessoa, é você, é eu, e é tudo!
olá, querida! que boa e bela escrita, às vezes, outras danças sejam mais eficazes pra um tal passo sem compasso, um tal ritmo desritmado.
beijos
Parece mesmo uma música. E me alegra, eu que vim do silêncio.
Um beijo pra você
eu amo o jeito como você escreve, sempre me faz tentar ler as entrelinhas (:
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